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quarta-feira, 24 de março de 2010

CLÉO - por Taty


A minha história e da Cléo começou em 2007...
Quando em uma consulta médica, descobri a ENDOMETRIOSE, e as enormes chances de não poder ter filhos, o que sempre foi meu maior sonho!
Vendo meu sofrimento e depressão, meu marido me presenteou no Natal com a Cléo!
Foi amor a Primeira Vista !
Toda branquinha, pequenininha, uma graça, tinha 4 meses quando a trouxe para casa.
E hoje ela é a minha companheira, um amor maior do mundo!

Ela completa 3 anos em setembro, mas ainda é a minha bebezinha...
Me preocupo , sofro, sinto saudades ! Queria ensiná-la a falar no telefone, para quando estiver no trabalho, saber como ela está !
Quando ela completou 1 ano, resolvi ter mais um " filho " ....
E ganhei o Oliver para fazer companhia a minha princeza!
Os dois são os meus maiores amores ♥

Cléo adora ficar de barrigona pra cima, parece me provocando.
Não aguento, e vou logo dar umas mordidas na barriga dela !
Adoro quando, no meio da noite, vem de mansinho, e se aconchega na cama, ronronando gostoso....
Parece q trocamos de posição: ela a mãe cantando uma canção de ninar , com seu ronronar!
É uma troca de afeto sem explicação, basta eu estar triste , ela vem, com seu jeito gracioso, e me faz carinho. Seu olhar parece dizer : "Não se preocupe, estou aqui com vc, e te amo"

Apesar das artes que ela vive aprontando (que o digam meu sofá, minhas cortinas e meus tapetes de crochê), jamais consegui ficar brava com ela... Vou lá, dou uns amassos nela, além de tudo!

Ela não tem apelidos, mas vivo chamando-a de BALIGUDA!
hehehehe
Ela atende qdo a chamo, é uma graça, vem já com os olhões arregalados, achando que é comida! kkkkkk

Minha companhia nos cafés-da manhã na cama, tá sempre querendo um pedacinho de pão ou presunto!

Hoje não sei se terei ainda filhos humanos, mas meus dois filhos de patas me fazem a mulher mais feliz do mundo, e digo isso com lágrimas nos olhos!
Não troco fraldas, mas limpo a liteira;
Não tem choro de bebê, mas tem eles dando as miadinhas pra pedir as coisas;
Não tenho que fazer mamadeira, mas jamais posso esquecer de comprar a ração;
Não tenho filhos, mas minha casa vive uma bagunça com os brinquedos deles;
Não vou ao pediatra, levo-os ao veterinário !
Enfim .... pra mim é tudo igual, a diferença, é que não vieram do meu útero, mas o amor que tenho por eles, eu sei que vem da alma!


Amo muito vcs Cléo e Oliver!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Mimi - por Evandra


A Mimi foi a primeira gata de raça, de tantos gatos que tive. Uma vez, minha irmã disse: 'Vamos dar um gato de presente pra tua mãe.' (é assim que chamamos a nossa mãe). Numa noite ela decidiu: vou até a casa da mulher que vende gatos de raça, era assim que nós chamávamos um criador, e vou ver uns gatos lá e qualquer coisa eu compro.
Ela voltou e disse: '-Tem uma gatinha branca, é persa, custa 400,00 reais, vamos comprar? Rachamos em quatro?'... pois somos em quatro irmãos. E assim foi feito, saiu em quatro parcelas de 100,00 reais.
A gatinha chegou em casa, com pedegree e minha irmã falou: '-Ela saiu este preço porque a mulher falou que nem iria vendê-la, pois ela tem um problema na boca, é torta, mas eu quis assim mesmo porque era a única que estava lá no cantinho, quietinha sem brincar nem nada.'
E lá estava, uma gata branca, pequena e nem sabíamos como criar direito, pois para nós, gato era tudo igual. Então, passaram-se dois anos e eu já estava casada, em minha casa e quando ia visitar minha mãe, a coitada da gata suja, cheia de pulgas e pedindo socorro, implorando por carinho. Um dia, minha mãe perguntou se eu podia ficar com a Mimi em casa até minha irmã ter neném e depois ela voltaria pra lá, e assim foi.
Ela veio para minha casa, suja, cheia de pulgas e fazia suas necessidades em toda a casa, nas cortinas, na sala, em qualquer lugar, pois lá nem caixa de areia ela usava. Eu a reeduquei, comprei areia, caixa e a coloquei na área de serviço para ela aprender a usar. Mas daí, surge algo que nunca havia visto em gatos, fungos!!!!!
Além dos fungos, alergia de pulgas e shampoos, sangrava e ela fazia cocô sozinha de tanta dor que a coceira dava, corremos imediatamente ao vet, pomadas, injeção, vitaminas, antipulgas e antialérgicos, e ficou boa, linda, sem esquecer o tratamento em casa, 7 semanas de remédio na casa.
Mas ainda não era castrada, surgiu um gato para adoção que não dava certo com ela, e daí tentamos de tudo até chegarmos a castração e ela, com 6 anos, me preocupei pela idade e era meia contra a castração, mas mesmo assim com tantos conselhos acabei castrando ela e veio a descoberta.......vários nódulos no últero que em um ano causariam o temido câncer de últero, mas a vet conseguiu exterminar porque só eram nódulos!!!!
Hoje ela é mais carinhosa, não gosta muito de gente, adora o Pitoco, outro persinha de 9 meses, adora minha filha e dorme com ela, adora comida na boca e de ser paparicada e se sente a rainha da casa!!!!
Nunca imaginei um dia, ter uma persa, de cara achatada que tinha o nome de Andie no pedigree, mas não aceitava o nome e passou a se chamar Mimi!!!!
Minha Mimizinha linda, meu bebê de seis anos que hoje é feliz e mais carinhosa do que antes, consegui transformá-la de uma gata ranzinza e mal humorada em uma gata feliz e brincalhona, a salvei em tempo!!!!!
Ela tem o seu defeito na boca, mas é o charme dela e é isso que a diferencia de tantos gatos perfeitos, porque a perfeição não está na aparência e sim no coração!!!!
Te amo Mimi, do fundo do meu coração!!!!!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Clara e Sebasthian - por Shirley


Que alegria poder contar essa história aqui!
Muitos já conhecem a Clarinha.
Uma gatinha branca e nervosa, como a maioria das baixinhas!
Uma menina simplesmente geniosa, que aos 18 meses, pesava 1.510 grs.
Demorou muito para ter cio. Então, parecia que nunca teríamos bebês dela.
Com mais ou menos 2 anos ela teve o 1° cio.
Como deve ser o cuidado, não a colocamos para cruzar.
Teve o segundo cio, mas ela batia tanto no macho que ele desistiu dela.
Pensamos então não ter acontecido nada, mas com o passar dos dias notamos um certo volume na barriga.
Pensamos ser o mais correto fazer um ultrasom, mas apesar de estar com um pouquinho mais de 30 dias de gestação, nada apareceu!
O casal de veterinários então confirmou não ter nada no útero da pequena notável.
Mas com o passar dos dias, além do volume considerável na barriga, tinha também as tetas tão cheias que mais parecia uma vaca leiteira! rsss
Chamamos um outro vet, e ele disse que ela não poderia estar grávida.
Que poderia ser uma doença no útero e deveríamos coletar o sangue para enviar e fazer exames. Que deveria ser dado um remédio para secar aquele provável leite.
Deu até dicas caseiras para fazer baixar todo aquele volume das tetas.
Eu insistia... Para não ir contra a opinião de dois profissionais, perguntei se não seria uma gravidez psicológica. "-Nunca!" respondeu o vet. Pode ser fezes retidas! rss. Que deveríamos fazer sim os exames.
Mas meu coração pedia pra não fazer nada, tanto que até os exames eu cancelei.
Na visita do vet que fez o ultrasom, pedi que desse uma olhada e apalpada generosa em Clarinha. E, na hora ele disse: "-Vocês serão avós logo. Eu diria que muito em breve!"
Nossa! Que alegria!
Pensar então que gravidez não é doença. rss. Seria muito bom vê-la finalmente com seus bebês.
No outro dia, 13/11/09, sexta-feira 13, Clarinha deu à luz 3 lindos bebês! Dois Whites e uma black mackerel.
Então muito feliz com tudo que deu certo, depois de 3 meses vendi um bebê e fiquei com dois. Já que tinha me apegado muito.
Uma se chamaria Lollitah e a outra Bioncé.
A Lollitah era a mais querida, a mais espoleta... heheee
Mas na hora de uma decisão importante na vida dela, que era o registro de nascimento, a cor que eu pensava ser, brown tabby, não poderia ser fêmea por causa da cor dos pais - white e red.
Mas todos, inclusive a opinião de veterinário, amigos criadores, amigos que visitam o gatil, olhavam e diziam que era fêmea!
Então a levei numa clínica e pasmem: a Lollitah não era Lollitah e sim Lollitoh... rss... Chorei... chorei... Pois só a via como menina.
Mas tinha que tomar a decisão da escolha do nome.
Hoje a Lollitah é o querido Sebasthian! Muito mais amado, se é que é possível.
E esse é o final da minha história com Clarinha e Sebasthian.
Até o momento não surgiu nenhuma surpresa mais... rss.
A clarinha continua nervosa e muito geniosa e o Sebasthian ainda é um menino... heheeee...
Em nosso site www.gatilaukmia.com.br tem muitas fotos de todos eles desde bebês.
Aguardo a visita de vocês por lá!
Um beijo grande a todos!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Mafalda - por Carol


Por 24 anos da minha vida eu vivi no senso comum a respeito dos gatos. Minha mãe sempre os odiou e por isso durante o tempo e que vivi com meus pais só tive cachorros e me considerava mais um ser humano no time daqueles que não gostam dos bichanos. Sai de casa aos 19 e até os 24 anos dividi Ap com outras pessoas e por isso meu desejo de ter um bichinho de estimação ficou reprimido.

Finalmente ao me mudar pra São Paulo fui morar sozinha e ai comecei a me questionar se seria adequado ter um cachorro que fosse ficar o dia todo sozinho em casa. Comecei então a considerar a idéia de ter um gato e sem pestanejar pensei no Persa. Eu sou meio maníaca por fucinho achatado. Meu ideal estético de canino é o Pug e o de felino é o Persa. Como não resistir ao olhos grandes de corujinha sempre atentos, ao corpinho bem estruturado e compacto, aos pêlos longos e sedosos?

Começou então a minha jornada em busca do meu novo companheiro. Passei uma semana ligando para gatis e olhando fotos. Até que em uma sexta feira encontrei um gatil que tinha uma persinha branca disponível. Fiquei meio reticente, pois quando pensava em ter gatos, nunca pensava em gato branco. Mas de qualquer maneira marquei de visitar o filhote no dia seguinte. E foi a assim que conheci a Mafalda, que na época ainda se chamava Lolita. A dona do gatil a colocou sobre uma mesa de plástico para que eu pudesse brincar com ela e tudo que posso dizer é que foi amor à primeira vista. Como não amar aquele tufinho branco esbanjando simpatia, com os olhinhos brilhantes e curiosos? Nesse mesmo dia Mafalda voltou comigo pra casa.

Assim então começamos a conviver dia após dia naquela dinâmica mesmo de humanos quando se conhecem e vão se tornando amigos. Isso implica em desvendar o comportamento, as manias, vícios e virtudes e hoje eu posso dizer que a magia dos gatos está em toda essa personalidade elaborada, complexa e única. A Mafalda é uma gata silenciosa, observadora, odeia ventilador, gosta de bacia de plástico e do box do banheiro, ronrona muito e alto, gosta de gente e de cachorro mas não gosta muito de outros gatos, é linda e usa isso a seu favor, não gosta muito de colo mas gosta de dormir junto, gosta da água da chuva que desce pela calha, tem medo de trovão/rojão e afins, ama andar de carro e visitar a casa dos outros.

E foi a Mafalda que me ensinou que gatos tem infinitas qualidades. Eles não têm cheiro, são silenciosos, extremamente inteligentes e sabem exatamente do que gostam e do que não gostam. Mas o que eu mais aprecio neles é a elegância. Posso passar horas observando Mafalda e seus movimentos sutis e bem cuidados. É quase um balé bem ensaiado. São curiosos, brincam com tudo e isso me fez também a levar a vida de maneira mais lúdica e menos séria.

Também tive a oportunidade de comprovar que várias idéias difundidas por ai são balela. Dentre elas a de que gatos têm 7 vidas. Pelo contrário, gatos são extremamente frágeis e merecem ser bem cuidados e protegidos. Outra delas, é de que gato não tem apreço ao dono. Se aquele ronrom gostoso que ouço quando chego em casa ou quando ela percebe que estou de folga não é demonstração de afeto, desculpem-me mas não sei então o que é!

Por fim, comprovei também que o senso comum de que os gatos são misteriosos não é bem assim. Basta encará-los no fundo dos olhos! Deixe-se tragar pelos olhos de um gato e vai ententê-lo no íntimo. Talvez algumas pessoas tenham receio de encará-los por medo que se veja o que vai na sua alma. E eles vêm mesmo! Se Machado de Assis não tivesse descrito Capitu como mulher, poderia jurar que os tais olhos de ressaca se tratavam de olhos de gato na verdade!

Recentemente trouxe pra casa mais uma persinha cálico diluída, a Margarida. Ainda estamos na fase de nos conhecermos melhor e quando isso acontecer teremos um capítulo a parte! ;)
 
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